quarta-feira, 26 de abril de 2017

SENTIDO DA VIDA - POR MARCELO LAMBERT


SENTIDO DA VIDA - POR MARCELO LAMBERT é um vídeo que de forma simples e direta trabalha a importância de valorizarmos a vida e todas as coisas que temos.
É muito importante divulgarmos essa mensagem, levar palavras positivas para assim, ocuparmos os espaços vazios com qualidade e coisas boas.


MUITA LUZ
DO AMIGO
MARCELO LAMBERT

A MAGIA DE DIEGO RIVERA - POR MARCELO LAMBERT



Olá, amigos neste artigo irei tratar a grandiosa obra de Diego Rivera (1886 – 1957). Achei interessante trazer esse olhar que trata sobre o muralismo de Rivera, claro que essa decisão vai ao encontro de uma profunda paixão que tenho pela obra deste magnífico artista que através de seu trabalho manifestou suas ansiedades sociais e políticas de forma extremamente engajada, principalmente manifestando através de sua arte um momento histórico de grande relevância para a história de nossa América Latina.

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É pertinente afirmar neste texto que Diego Rivera é considerado um dos maiores pintores mexicanos, teve contato com muitos pintores da época como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró e o arquiteto catalão Antoni Gaudi, que influenciaram a sua obra.
Os murais de Diego Rivera são revestidos de simbologias ideológicas, políticas, sociais e étnicas, uma estética demonstrando uma habilidade extrema, e de uma profunda sensibilidade humana.

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Adicionar legenda

Costumo dizer que o trabalho de Diego Rivera nos leva a uma profunda reflexão sobre as raízes latino-americanas. Elementos marcantes de uma cultura riquíssima em suas particularidades.
O muralismo “nasce” no México após a Revolução de 1910 e tem como objetivo central ressaltar valores nacionais, o papel da população na revolução e as lutas sociais e suas conquistas, os murais também denunciavam as relações produtivas no México e na América espanhola.

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Diego Rivera 

No mesmo período tivemos a presença de mais dois grandes muralistas que podemos citar que com Rivera foram os grandes pioneiros da pintura mural moderna que foram David Alfaro Siqueiros (1896 - 1974) e José Orozco (1883 – 1949).
Outro aspecto de grande importância da obra de Diego Rivera foi o fato de ressaltar o papel dos povos que viviam na América antes da chegado do Europeu, bem como símbolos que remetem ao impacto dessa conquista.

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É valido dizer que Rivera teve no cubismo o início de seu trabalho, quando por experiências pessoais migrou para o muralismo e construiu a maior parte de seu trabalho.

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Frida Kahlo

Diego Rivera passou parte de sua vida com a artista Frida Kahlo (1907 – 1954) pintora mexicana que teve um grande destaque no cenário artístico mexicano e internacional. Frida entre suas várias obras vale ressaltar a realização de autorretratos trazendo através desses trabalhos uma personalidade muito forte e determinante para a construção de sua carreira.
Aconselho a todos vocês a pesquisarem os trabalhos de Diego Rivera e Frida, tenho certeza que vocês irão encontrar uma arte maravilhosa e transformadora.



                                                           

MUITA LUZ
DO AMIGO
MARCELO LAMBERT

quarta-feira, 19 de abril de 2017

OS MAIAS NUNCA DISSERAM QUE O MUNDO IRIA ACABAR - POR MARCELO LAMBERT

“A GRANDIOSA CIVILIZAÇÃO MAIA”

            Essa história começou há muito tempo a traz, e para entender tudo isso preciso voltar aos meus 9 anos de idade, um tempo onde a felicidade era a única experiência que eu conhecia, afinal de contas acredito que quando estamos na condição de criança chegamos o mais próximo do sagrado nessa condição de seres humanos na grande jornada pela vida em nosso planeta.

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Figura ilustrativa

            Por ter uma curiosidade sempre muito aguçada pedi ao meu pai um livro sobre arqueologia, e depois de alguns dias ele me presenteou com um livro e dentre os vários conteúdos que a literatura propunha havia um capítulo sobre a Civilização Maia, e sem nenhuma intenção o meu pai naquele momento definiu a minha vida. Foi exatamente esse ato, um livro como presente, eu determinei minha profissão as pessoas que iria conhecer nessa minha trajetória, as minhas realizações e a possibilidade de estar nesse momento escrevendo esse texto. Cabe inclusive nesse momento dizer: presentei seus filhos e amigos com livros, porque a chance de você abrir as portas do mundo a essa pessoa é muito grande.

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Cidade de Tikal

            Mas vamos aos Maias, há muitos anos venho falando publicamente sobre a questão e constantemente falo que “OS MAIAS NUNCA DISSERAM QUE O MUNDO IRIA ACABAR”, mas infelizmente muita gente mal intencionada insiste em dizer que o final dos tempos iria acontecer, e com essas informações muitas pessoas entraram em depressão, síndromes variadas e crises sociais, e a todo o momento quando me deparava com essa situação me sentia impotente diante de tanta falta de responsabilidade de algumas pessoas que usaram isso de forma equivocada e a maior parte deles com intensões mercadológicas.

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Rituais Maia

            Mas isso nunca me parou, pelo contrario a cada dia me sentia mais fortalecido no sentido de lutar por informações de qualidade e levar a todas as pessoas conhecimento e principalmente esclarecimento sobre o assunto.

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Rituais Maia

            Acredito que temos que lutar por um mundo concreto, real, onde cada um de nós tenha condições de se emancipar como seres humanos e assim construir uma sociedade justa e igualitária para todos, e não apenas a uma minoria que é privilegiada pela logica do capital.
            Costumo dizer que quanto mais estudo a Civilização Maia mais me conscientizo da minha condição humana, e fortaleço as minhas convicções ideológicas. Vamos resgatar os valores humanos e fundamentar nossas lutas em motes transformadores que podem levar a uma sociedade onde o sonhar seja fato, e não apenas uma ilusão construída para alienação das pessoas.

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Rituais Maia

            A civilização Maia nos deixou um grande legado daquilo que devemos fazer e aquilo que não devemos fazer, que a nossa civilização aprenda rápido, pois o tempo não perdoa. O ano de 2017 vem sendo muito complexo, logo devemos fazer uma “leitura” de nosso mundo e transformá-lo em um espaço verdadeiramente humano e justo.


DESEJO
MUITA LUZ
DO AMIGO

MARCELO LAMBERT

CULTURA DE PAZ - POR MARCELO LAMBERT


CULTURA DE PAZ - POR MARCELO LAMBERT é uma reflexão sobre a necessidade de cada individuo propagar uma cultura de paz na sociedade, e acima de tudo ter um comportamento voltado para essa lógica.
Celebrar a vida todos os dias é lutar por um mundo menos violento mais equilibrado e viável do ponto de vista humano.


MUITA LUZ

DO AMIGO

MARCELO LAMBERT

quarta-feira, 12 de abril de 2017

PÊNDULO POR MARCELO LAMBERT


O Projeto "DENTRO DA BIBLIOTECA" propõe o seguinte tema: Pêndulo por Marcelo Lambert uma reflexão sobre a importância do poder mental em direcionar o Pêndulo imaginário que pode orientar nossas ações para o lado positivo e transformador da vida.
O vídeo propõe a construção de um cotidiano vencedor e humano.
Vale a pena conferir.


Um grande abraço 

Do amigo

Marcelo Lambert

CÍRCULOS NAS PLANTAÇÕES – VERDADE OU MITO!

CÍRCULOS NAS PLANTAÇÕES

                       
            Caros amigos, tenho imenso prazer de trazer para vocês uma reflexão sobre os famosos círculos que constantemente aparecem em plantações, serras, como também em rochas por todo mundo, fato esse que se repete há muitas décadas e que sempre nos intriga. Afinal, quem são os verdadeiros autores desses círculos? E mais, qual o sentido agregado a sua confecção? E quais são as mensagens contidas em suas simbologias?
            Vamos pensar um pouco sobre isso............
            É evidente que a proposta desse artigo não visa provar a origem desses símbolos. Temos registros que alguns foram feitos por pessoas em fazendas, sendo que muitos deles não temos respostas objetivas ou provas contundentes quanto à procedência dos círculos, mas o que é inegável é que cada um deles possui um vasto universo simbólico, como também em muitos casos uma perfeição assustadora em sua confecção e no seu resultado estético.

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            Mas antes de pensarmos diretamente a questão, é fundamental lembrar que várias civilizações antigas e grupos humanos variados sempre buscaram representar em forma de símbolos o seu cotidiano, temos em quase todos os continentes esse tipo de manifestação, e algo que nos chama atenção é o fato de que muitos desses círculos ou símbolos variados apenas podem ser vistos do céu, claro, transformando a questão mais enigmática ainda, como o caso clássico do deserto de Nazca no Perú onde observamos uma quantidade imensa de símbolos representando animais, estradas, círculos e todos eles são vistos apenas do alto, trazendo a nós uma profunda reflexão quanto ao sentido e a utilização daquela estrutura representativa.
            Outro dado relevante é dizer que ao longo da história da humanidade foi sendo criado uma quantidade imensa de símbolos para representar os anseios políticos, sociais, religiosos e humanos, portanto, todos os dias a arqueologia encontra novos sítios que demonstram essas representações no solo, e na maioria das vezes, entender o sentido e o valor estético é muito complexo pois cada símbolo remete a uma mentalidade ou “universo” cultural daquelas pessoas que o criaram ou aquele civilização, mas o que leva ainda hoje da noite para o dia surgir esses círculos em propriedade rurais? E não apenas isso, quais as verdadeiras intenções? E quem os confeccionam?
            Ao que tudo indica e os registros demonstram esses círculos em plantações começam a aparecer a partir de 1980, tendo a Inglaterra como a primeira indicação para o evento seguida pela Escócia, Canadá, Alemanha, Rússia, Austrália, Japão e Espanha, os desenhos possuem formas esféricas, círculos concêntricos, espirais, linhas retas e uma mecânica muito complexa. Sem contar a impressionante técnica utilizada nas plantações que em momento algum é danificada, pois para que os símbolos sejam feitos a plantação não é arrancada muito menos danificada, mas sim dobradas de tal maneira que além de formar os símbolos perfeitamente nada é deteriorado, incluindo também a essas informações o fato que tudo indica que os círculos são feitos geralmente à noite.
            Até hoje, mediante várias investigações e pesquisas nunca ninguém relatou ter visto o fenômeno se realizar, muitos estudiosos de símbolos identificam representações diversas como: mapas astrológicos, mapas astronômicos, representações do DNA humano, mapas de antigas civilizações, plantas de cidades de antigas civilizações, bem como uma vasta especulação quanto ao fato de que essas figuras representam manifestações ufológicas, como uma tentativa de comunicação ou até mesmo sinais deixados como profecias, ou códigos científicos para o avanço de nossa civilização, e como muitos já afirmaram as figuras eram representações de pouso de naves espaciais, mas é claro que tudo isso não passa de especulações e que nunca foi provado de forma consistente tais argumentos.

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            Hoje em todo mundo as pesquisas sobre a questão não param de crescer, podemos ressaltar inclusive que na Inglaterra surgiu um grupo de pesquisadores chamados de cereologistas que pautam os seus trabalhos em cima desses círculos e símbolos que periodicamente são registrados em campos de todo mundo, principalmente na Europa. Infelizmente recebemos a comprovação de um numero imenso de fraudes desses campos, inclusive relatos de amostras que tentavam caracterizar alguma radioatividade na vegetação, mas por várias vezes foi constado fraude, como também provas de que proprietários de terras que desejavam especular o valor imobiliário de uma determinada região tinham feito os símbolos para atrair a atenção de compradores como também da mídia.

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            Depois de alguns levantamentos estatísticos os pesquisadores chegaram a um número surpreendente de que em um prazo de vinte anos foi catalogado a incidência de mais de dez mil círculos e símbolos espalhados pelo globo, e mediante essa quantidade imensa de representações muitos testes foram feitos, inclusive em instituições extremamente respeitadas no meio acadêmico e científico como em Cambridge onde foi estudado amostras de grãos de trigo tirado de campos que sofreu as influências dessas manifestações e foi identificado alterações celulares de grande relevância nas amostras, além disso teste eletromagnéticos e geológicos para criar padrões de análise em relação a toda a área pesquisada. Podemos afirmar que existe um número imenso de especulações sobre a questão, inclusive muita farsa por traz de vários resultados laboratoriais, criando assim uma atmosfera de grande mistério em relação a esses fenômenos.
            Entre os vários símbolos encontrados nessas representações o principal deles são os círculos que pela simbologia clássica representa o Sol, encontrado em todas as culturas e que possui um significado filosófico incrível, sendo uma representação universal o círculo representa o todo, o ser completo, a integridade, a iluminação, o ciclo da vida e o renascimento, a roda da vida, a Pedra Filosofal da alquimia e, em muitas tradições, ele é o que tudo vê, o olho que tudo sabe, determinado assim na sua simbologia os ciclos do mundo natural, como também a representação da igualdade. Posso citar que para Carl Jung o circulo simbolizava o processo da natureza, o Cosmos e os ciclos do universo, como está evidenciado aqui o círculo traz em sua simbologia um grande conteúdo de visões e intepretações, mas todas elas não estão apartadas da humanidade e suas ansiedades, dessa forma ficam comprovadas que uma das principais figuras representadas nessas manifestações citadas até aqui é carregada de simbolismos e de abstrações filosóficas e mentais.

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            Os círculos nas plantações, invariavelmente, também são representados no seu interior por outro símbolo considerado sagrado e extremamente antigo que é a figura do espiral, temos provas arqueológicas da utilização dessa representação a mais de 5.000 anos como foi caracterizado em algumas construções de Creta como também no Tibete, podemos afirmar que a espiral principalmente no ocidente no sentido horário está relacionado à água e o seu movimento constante caracteriza mudança e à migração de pessoas, identificamos também em outras culturas a espiral como, por exemplo, para os irlandeses, simboliza o Sol e para os Celtas significa expansão e crescimento, bem como energia cósmica, e como é possível perceber através desses exemplos, símbolos que são universais e que de alguma forma representam um imaginário global possui definições e especificidades regionais e culturais, transformando assim a interpretação dos círculos nas plantações um grande desafio.
            Em relação ao Brasil temos dados que remetem a situações semelhantes encontradas na Europa, como casos de círculos em plantações em Ipauçu-SC, Riolândia-SP, Buritama-SP, Mauriti-CE, como outras regiões do Brasil, mas nenhum dos casos tivemos respostas conclusivas sobre a questão. O que é fato e determinante nessa questão é a incidência dessas manifestações em todo globo.
            Irei fazer uma analise especifica sobre os símbolos encontrados na cidade de Ipauçu, é possível perceber uma relação direta simbólica com uma representação radiônica, pois existe uma conexão entre os dois elementos representados tendo os círculos menores ligados aos 33 círculos menores que abrigam em seu interior mais um círculo, objetivamente caracterizando o sentido do hermético do segredo, como também a conexão da energia cósmica e telúrica através dos ciclos.
            Outro elemento simbólico relevante em Iapuçu e a ideia de movimento que as figuras agregadas representam, trazendo a nós a construção metafórica do movimento, que através do seu ritmo faz com a natureza se manifeste na sua totalidade, agora é fundamental citar aqui que a maior parte das figuras que são apresentadas em todos os lugares do mundo são carregadas de grande subjetividade simbólica.
            Quanto aos 33 círculos menores podemos trazer a tona várias alegorias, afinal desde a antiguidade existe uma problematização quanto ao valor místico desse número, ele é agregado a personagens históricos, ordens iniciáticas, bem como ao seu “poder” energético de transformação, sabedoria e conhecimento. Lembrando que na outra extremidade o círculo menor possui um ponto no seu centro que remete diretamente a representação do Sol.
            Torna-se vital nesse artigo afirmar que temos documentos que provam que os alquimistas utilizavam em seus experimentos uma gama enorme de matérias, sendo que todos eles eram representados por símbolos, e muitos que foram encontrados nessas plantações são semelhantes a essas figural utilizadas no processo alquímico.

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            Podemos concluir que apesar da polêmica sobre o assunto quanto a veracidade da confecção dos círculos, chegamos a um ponto importante de nossa discussão nesse artigo, independente das intensões que estão escondidas por traz da realização dessas figuras, temos notoriamente a manifestação simbólica da história de nossa humanidade, percebemos que várias figuras são milenares e fundamentadas em uma geometria sagrada, que através do seu traçado carrega uma gama imensa de informações e códigos que nos desafiam. Infelizmente como tudo em nosso mundo existe uma exploração mercadológica que acompanha esses fatos, inclusive muitas vezes tirando a seriedade das pesquisas sobre os círculos, trazendo uma reflexão pautada no “achismo” sem fundamentação e muito menos interpretações baseadas em experimentos e metodologia científica para uma análise racional do fato.
            Como historiador e pesquisador não tenho condições de fazer uma análise conclusiva sobre a questão, a não ser trazer para todos vocês que mais um grande mistério da história da humanidade, como tantos outros que infelizmente ficaram sem respostas ao longo de séculos, temos inúmeras manifestações espalhadas pelo mundo que a ciência ainda não conseguiu entender, mas o mais importante é debater, discutir, constatar e pesquisar muito sempre com seriedade e com muito rigor, não podemos, é claro, fechar os olhos, pois enquanto não tivermos respostas concretas a nossa missão continua, no sentido de trazer a tona as respostas mais próximas da verdade possível, pois afinal termino esse artigo questionando, existe uma verdade?????????????

Muita LUZ a todos, até o próximo artigo.

Do Amigo,

MARCELO LAMBERT

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O SAGRADO PARA A CIVILIZAÇÃO MAIA - POR MARCELO LAMBERT

O mundo sagrado dos Maias

              Farei uma reflexão sobre o sagrado dentro do universo Maia. Assunto de extrema relevância para essa civilização. Mas é claro que podemos pensar essa questão em nossa sociedade, afinal estamos vivendo um tempo onde o sagrado vem se transformando em profano quase todos os dias, pois infelizmente assistimos absurdos sociais constantemente em nosso cotidiano.

Vista da cidade de Palenque - Chiapas - México

            A Civilização Maia era pautada pelo sagrado, sendo assim, todas as manifestações humanas eram materializadas por esse viés. Podemos citar exemplos palpáveis na arquitetura, astronomia, arte, matemática, escrita etc., como também a religião que caminhava lado a lado com todos os conhecimentos desenvolvidos pelos Maias e todas essas ações, de forma objetiva, buscavam a perfeição.
            No caso específico da arquitetura a busca pelo sagrado se traduzia em suas construções, o requinte a beleza e a exatidão de cálculos observadas nas pirâmides, templos e edifícios chegam a ser impressionantes. Podemos afirmar que os Maias através dessas construções buscavam constantemente se assemelhar aos deuses, lembrando que eles eram politeístas.
E como esse processo se dava? Bem, no imaginário desse povo a busca do sagrado era a busca constante pela evolução de seu espírito, sendo assim, os seus feitos em vida eram determinantes na morte, lembrando que para os Maias o conceito de morte é muito diferente do mundo em que vivemos hoje, ou seja, a morte não existia, pois o tempo para eles era uma coisa única, determinando a vida como um processo cíclico e eventos contínuos que nunca se esgotavam. Em tese a morte só existiria se em vida os feitos não fossem dignos do sagrado.
            Portanto a arquitetura não se resumia apenas a um conjunto de construções, ou simplesmente pedras sobre pedras, é certo dizer que as edificações possuíam “vida”, por que era idealizada nessas obras toda uma abstração religiosa, que era fundamental para a dinâmica humana dessa civilização.
            Penso ser de fundamental importância citar a arte nesse contexto, afinal o Maias eram exímios artistas, não só na pintura como na escultura, todas as edificações eram cuidadosamente trabalhadas, transformado-as em obras primas, inclusive muitas dessas preservadas até hoje nas floretas da América Central e na Península do Yucatán, nos mostrando a intensidade e a sensibilidade artística desse povo, sendo o mais impressionante, que esse processo se dava em função de uma busca do sagrado através da arquitetura e arte apresentada nessas edificações, vale lembrar que a quantidade de ornamentos como máscaras, jóias, estátuas, enfim, eram infindáveis nas cidades-estado da Civilização Maia.
            Outro aspecto que seria impossível eu deixar de lado é o grandioso conhecimento astronômico dessa civilização, e claro a perfeição matemática, inclusive podendo afirmar que eles desenvolveram a mais complexa e elaborada estrutura escrita e matemática das Américas. E para o momento histórico mundial sendo talvez as mais “desenvolvidas” para o seu tempo, vale ressaltar que os Maias atingiram o seu ápice por volta de 250 d.C. até 900 d.C., mas com isso vem a pergunta. Qual a relação dessas áreas do conhecimento com a questão do sagrado? Apesar de parecer complexo é muito mais simples do que se imagina. Vamos refletir, temos diante de nós uma civilização que busca constantemente o sagrado e nada mais justo que buscá-lo no cosmos.
            Mais do que fazer observações astronômicas os Maias buscavam o sentido das suas realizações no cosmos, construindo calendários, fazendo profecias, justificando dogmas religiosos, mas principalmente organizado toda a sociedade partindo dessa relação com o Universo, pois, para eles, nós seres humanos e todas as coisas desse planeta em que estamos inseridos, fazem parte de um único corpo que para ser saudável tinha, necessariamente, que possuir uma circularidade tal, que se fosse profanada iria comprometer a dinâmica humana e planetária.

Ao fundo pirâmide das inscrições - Palenque - Chiapas - México

            A mesma abstração era constante na matemática e escrita, pois, os registros não tinham apenas aspectos administrativos como também uma forma real de se aproximar de seus deuses, materializando assim, um caminho legítimo para uma vida concreta e inteira sobre a luz de suas crenças.
            Os Maias também enxergavam no tempo uma importante manifestação do sagrado, em função disso a necessidade constante de marcação de seus eventos, como também pensar o tempo como uma unidade determinante na lógica religiosa, mais que isso, o tempo como normatizador real de todos os acontecimentos e ações de toda sociedade Maia.
            Ainda sobre o tempo gostaria de citar um pequeno trecho do livro “Civilização Maia – História e Pensamento” de minha autoria que diz o seguinte:

“Para o Mundo Maia, o tempo era um elemento vivo, extremamente dinâmico e de uma profunda complexidade, tendo inclusive vontade própria em alguns momentos. Ao mesmo tempo ele era equilibrado e desequilibrado, gerando grandes eventos em nossas vidas, e, o mais importante, ele se repetia a todo instante, possibilitando sempre o retorno dos deuses. Através da observação e leitura do cosmos os Maias viam o tempo passar, determinando os acontecimentos humanos, tornando cada dia um grande desafio a ser vivido e superado, buscando a cada segundo o seu clímax.”

Como vimos na citação é evidente a grandiosa importância que esse povo dava para o tempo e fundamentalmente o quanto eles eram fascinados pela sua compreensão.
Acredito ser pertinente destacar neste artigo, para uma compreensão mais objetiva e clara da busca do sagrado para essa civilização, utilizando o sentido filosófico de Kukulkán (serpente emplumada) uma das principais deidades do panteão Maia e conhecida também como Quetzalcoatl no caso Asteca do historiador e filósofo Enrique Peregalli, em seu livro “A América que os europeus encontraram”

Qual é a mensagem de Quetzalcoatl? Sua história é a busca incansável da realização humana. Quetzalcoatl não é um deus que outorga favores. Quetzalcoatl é um fim, o fim do aperfeiçoamento interior, é um homem que se transforma em deus após conseguir libertar-se do condicionamento da matéria. Ao transformar-se, mostra aos demais homens o caminho dessa transfiguração.
Seu pensamento considera imprescindível escapar da matéria. Como? Libertando as faculdades criadoras do homem e não destrutivas. A libertação se efetua sobre a natureza, considerada objeto do trabalho humano, trabalho criativo que a transforma em cerâmicas, esculturas, murais etc.”

Pirâmide do Adivinho - Uxmal - México 

Observem que através da citação acima sobre esse deus Maia, ficam mais evidentes as razões do modo de vida desse povo se caracterizar por essa busca permanente pela perfeição, afinal,  a vida era regulada por essa busca incessante da vitória do determinismo da materialidade e a superação dessa premissa era conquistar o seu lado criativo e transformador, principalmente chegar próximo de seus deuses.

Cidade de Uxmal - México

Tenho o costume de dizer que os Maias nos deixaram vários legados e acredito piamente que essa busca pelo sagrado como rotina humana dessa civilização se caracteriza como uma dessas heranças. Desta forma eu insisto para que façamos uma reflexão sobre nossa sociedade atual, trazendo aqui algumas perguntas.
Como enxergamos o outro? Alguém que devemos disputar, concorrer ou superar? Ou como deve ser: seres humanos e, como tal, sagrados?
Como estamos tratando o meio ambiente? O nosso planeta?
Estamos colocando o capital acima do humano?
E nossas crianças, manifestação objetiva do sagrado, como nós estamos tratando e educando?
Creio possuir uma infinidade de questionamento que poderia citar, mas talvez possa resumir em poucas palavras a questão posta.

“A busca pelo sagrado é incansavelmente lutar por um mundo justo para todos, onde as oportunidades não sejam exclusividade de uma minoria que teima em acreditar que o mundo é assim mesmo, afinal é cômodo, isso é literalmente transformar o sagrado em profano. Vamos movimentar o tempo no sentido da emancipação humana e da equidade social.”

Muita LUZ a todos, até o próximo artigo,

Do Amigo,

MARCELO LAMBERT

terça-feira, 4 de abril de 2017

CORAGEM PARA SER LIVRE POR MARCELO LAMBERT


CORAGEM PARA SER LIVRE faz parte de um pequeno recorte de minhas palestras. 
A reflexão propõe uma analise muito profunda quanto a importância de construir uma consciência livre e acima de tudo coerente com as suas ações.
Esse material faz parte do projeto "DENTRO DA BIBLIOTECA" que visa democratizar o conhecimento de forma ampla e plural.


Um grande abraço

Do amigo

Marcelo Lambert