quarta-feira, 12 de abril de 2017

CÍRCULOS NAS PLANTAÇÕES – VERDADE OU MITO!

CÍRCULOS NAS PLANTAÇÕES

                       
            Caros amigos, tenho imenso prazer de trazer para vocês uma reflexão sobre os famosos círculos que constantemente aparecem em plantações, serras, como também em rochas por todo mundo, fato esse que se repete há muitas décadas e que sempre nos intriga. Afinal, quem são os verdadeiros autores desses círculos? E mais, qual o sentido agregado a sua confecção? E quais são as mensagens contidas em suas simbologias?
            Vamos pensar um pouco sobre isso............
            É evidente que a proposta desse artigo não visa provar a origem desses símbolos. Temos registros que alguns foram feitos por pessoas em fazendas, sendo que muitos deles não temos respostas objetivas ou provas contundentes quanto à procedência dos círculos, mas o que é inegável é que cada um deles possui um vasto universo simbólico, como também em muitos casos uma perfeição assustadora em sua confecção e no seu resultado estético.

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            Mas antes de pensarmos diretamente a questão, é fundamental lembrar que várias civilizações antigas e grupos humanos variados sempre buscaram representar em forma de símbolos o seu cotidiano, temos em quase todos os continentes esse tipo de manifestação, e algo que nos chama atenção é o fato de que muitos desses círculos ou símbolos variados apenas podem ser vistos do céu, claro, transformando a questão mais enigmática ainda, como o caso clássico do deserto de Nazca no Perú onde observamos uma quantidade imensa de símbolos representando animais, estradas, círculos e todos eles são vistos apenas do alto, trazendo a nós uma profunda reflexão quanto ao sentido e a utilização daquela estrutura representativa.
            Outro dado relevante é dizer que ao longo da história da humanidade foi sendo criado uma quantidade imensa de símbolos para representar os anseios políticos, sociais, religiosos e humanos, portanto, todos os dias a arqueologia encontra novos sítios que demonstram essas representações no solo, e na maioria das vezes, entender o sentido e o valor estético é muito complexo pois cada símbolo remete a uma mentalidade ou “universo” cultural daquelas pessoas que o criaram ou aquele civilização, mas o que leva ainda hoje da noite para o dia surgir esses círculos em propriedade rurais? E não apenas isso, quais as verdadeiras intenções? E quem os confeccionam?
            Ao que tudo indica e os registros demonstram esses círculos em plantações começam a aparecer a partir de 1980, tendo a Inglaterra como a primeira indicação para o evento seguida pela Escócia, Canadá, Alemanha, Rússia, Austrália, Japão e Espanha, os desenhos possuem formas esféricas, círculos concêntricos, espirais, linhas retas e uma mecânica muito complexa. Sem contar a impressionante técnica utilizada nas plantações que em momento algum é danificada, pois para que os símbolos sejam feitos a plantação não é arrancada muito menos danificada, mas sim dobradas de tal maneira que além de formar os símbolos perfeitamente nada é deteriorado, incluindo também a essas informações o fato que tudo indica que os círculos são feitos geralmente à noite.
            Até hoje, mediante várias investigações e pesquisas nunca ninguém relatou ter visto o fenômeno se realizar, muitos estudiosos de símbolos identificam representações diversas como: mapas astrológicos, mapas astronômicos, representações do DNA humano, mapas de antigas civilizações, plantas de cidades de antigas civilizações, bem como uma vasta especulação quanto ao fato de que essas figuras representam manifestações ufológicas, como uma tentativa de comunicação ou até mesmo sinais deixados como profecias, ou códigos científicos para o avanço de nossa civilização, e como muitos já afirmaram as figuras eram representações de pouso de naves espaciais, mas é claro que tudo isso não passa de especulações e que nunca foi provado de forma consistente tais argumentos.

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            Hoje em todo mundo as pesquisas sobre a questão não param de crescer, podemos ressaltar inclusive que na Inglaterra surgiu um grupo de pesquisadores chamados de cereologistas que pautam os seus trabalhos em cima desses círculos e símbolos que periodicamente são registrados em campos de todo mundo, principalmente na Europa. Infelizmente recebemos a comprovação de um numero imenso de fraudes desses campos, inclusive relatos de amostras que tentavam caracterizar alguma radioatividade na vegetação, mas por várias vezes foi constado fraude, como também provas de que proprietários de terras que desejavam especular o valor imobiliário de uma determinada região tinham feito os símbolos para atrair a atenção de compradores como também da mídia.

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            Depois de alguns levantamentos estatísticos os pesquisadores chegaram a um número surpreendente de que em um prazo de vinte anos foi catalogado a incidência de mais de dez mil círculos e símbolos espalhados pelo globo, e mediante essa quantidade imensa de representações muitos testes foram feitos, inclusive em instituições extremamente respeitadas no meio acadêmico e científico como em Cambridge onde foi estudado amostras de grãos de trigo tirado de campos que sofreu as influências dessas manifestações e foi identificado alterações celulares de grande relevância nas amostras, além disso teste eletromagnéticos e geológicos para criar padrões de análise em relação a toda a área pesquisada. Podemos afirmar que existe um número imenso de especulações sobre a questão, inclusive muita farsa por traz de vários resultados laboratoriais, criando assim uma atmosfera de grande mistério em relação a esses fenômenos.
            Entre os vários símbolos encontrados nessas representações o principal deles são os círculos que pela simbologia clássica representa o Sol, encontrado em todas as culturas e que possui um significado filosófico incrível, sendo uma representação universal o círculo representa o todo, o ser completo, a integridade, a iluminação, o ciclo da vida e o renascimento, a roda da vida, a Pedra Filosofal da alquimia e, em muitas tradições, ele é o que tudo vê, o olho que tudo sabe, determinado assim na sua simbologia os ciclos do mundo natural, como também a representação da igualdade. Posso citar que para Carl Jung o circulo simbolizava o processo da natureza, o Cosmos e os ciclos do universo, como está evidenciado aqui o círculo traz em sua simbologia um grande conteúdo de visões e intepretações, mas todas elas não estão apartadas da humanidade e suas ansiedades, dessa forma ficam comprovadas que uma das principais figuras representadas nessas manifestações citadas até aqui é carregada de simbolismos e de abstrações filosóficas e mentais.

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            Os círculos nas plantações, invariavelmente, também são representados no seu interior por outro símbolo considerado sagrado e extremamente antigo que é a figura do espiral, temos provas arqueológicas da utilização dessa representação a mais de 5.000 anos como foi caracterizado em algumas construções de Creta como também no Tibete, podemos afirmar que a espiral principalmente no ocidente no sentido horário está relacionado à água e o seu movimento constante caracteriza mudança e à migração de pessoas, identificamos também em outras culturas a espiral como, por exemplo, para os irlandeses, simboliza o Sol e para os Celtas significa expansão e crescimento, bem como energia cósmica, e como é possível perceber através desses exemplos, símbolos que são universais e que de alguma forma representam um imaginário global possui definições e especificidades regionais e culturais, transformando assim a interpretação dos círculos nas plantações um grande desafio.
            Em relação ao Brasil temos dados que remetem a situações semelhantes encontradas na Europa, como casos de círculos em plantações em Ipauçu-SC, Riolândia-SP, Buritama-SP, Mauriti-CE, como outras regiões do Brasil, mas nenhum dos casos tivemos respostas conclusivas sobre a questão. O que é fato e determinante nessa questão é a incidência dessas manifestações em todo globo.
            Irei fazer uma analise especifica sobre os símbolos encontrados na cidade de Ipauçu, é possível perceber uma relação direta simbólica com uma representação radiônica, pois existe uma conexão entre os dois elementos representados tendo os círculos menores ligados aos 33 círculos menores que abrigam em seu interior mais um círculo, objetivamente caracterizando o sentido do hermético do segredo, como também a conexão da energia cósmica e telúrica através dos ciclos.
            Outro elemento simbólico relevante em Iapuçu e a ideia de movimento que as figuras agregadas representam, trazendo a nós a construção metafórica do movimento, que através do seu ritmo faz com a natureza se manifeste na sua totalidade, agora é fundamental citar aqui que a maior parte das figuras que são apresentadas em todos os lugares do mundo são carregadas de grande subjetividade simbólica.
            Quanto aos 33 círculos menores podemos trazer a tona várias alegorias, afinal desde a antiguidade existe uma problematização quanto ao valor místico desse número, ele é agregado a personagens históricos, ordens iniciáticas, bem como ao seu “poder” energético de transformação, sabedoria e conhecimento. Lembrando que na outra extremidade o círculo menor possui um ponto no seu centro que remete diretamente a representação do Sol.
            Torna-se vital nesse artigo afirmar que temos documentos que provam que os alquimistas utilizavam em seus experimentos uma gama enorme de matérias, sendo que todos eles eram representados por símbolos, e muitos que foram encontrados nessas plantações são semelhantes a essas figural utilizadas no processo alquímico.

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            Podemos concluir que apesar da polêmica sobre o assunto quanto a veracidade da confecção dos círculos, chegamos a um ponto importante de nossa discussão nesse artigo, independente das intensões que estão escondidas por traz da realização dessas figuras, temos notoriamente a manifestação simbólica da história de nossa humanidade, percebemos que várias figuras são milenares e fundamentadas em uma geometria sagrada, que através do seu traçado carrega uma gama imensa de informações e códigos que nos desafiam. Infelizmente como tudo em nosso mundo existe uma exploração mercadológica que acompanha esses fatos, inclusive muitas vezes tirando a seriedade das pesquisas sobre os círculos, trazendo uma reflexão pautada no “achismo” sem fundamentação e muito menos interpretações baseadas em experimentos e metodologia científica para uma análise racional do fato.
            Como historiador e pesquisador não tenho condições de fazer uma análise conclusiva sobre a questão, a não ser trazer para todos vocês que mais um grande mistério da história da humanidade, como tantos outros que infelizmente ficaram sem respostas ao longo de séculos, temos inúmeras manifestações espalhadas pelo mundo que a ciência ainda não conseguiu entender, mas o mais importante é debater, discutir, constatar e pesquisar muito sempre com seriedade e com muito rigor, não podemos, é claro, fechar os olhos, pois enquanto não tivermos respostas concretas a nossa missão continua, no sentido de trazer a tona as respostas mais próximas da verdade possível, pois afinal termino esse artigo questionando, existe uma verdade?????????????

Muita LUZ a todos, até o próximo artigo.

Do Amigo,

MARCELO LAMBERT

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