terça-feira, 23 de maio de 2017

2012 – O Inicio de uma nova era? - Por Marcelo Lambert

Olá amigos,

            21 de dezembro de 2012 apenas uma data emblemática? Uma mudança de ciclo calendárico? Inicio de uma nova era? Vamos pensar um pouco sobre essas questões e buscar coerência em nossa análise.
            Os Maias, filosoficamente, pensavam e viviam sob a perspectiva circular e não retilínea, a questão do tempo era fundamental para essa civilização, pensar o tempo era buscar a consciência da vida e da morte, principalmente buscar a constante superação humana em relação ao fatalismo da matéria imposta pela vida cotidiana.

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            A sociedade Maia possuía vários calendários lineares e circulares, sempre constituídos para atender necessidades sociais, políticas e principalmente religiosas. É importante ressaltar que os Maias se constituíram como uma civilização ritual, sendo assim é fundamental afirmar que o universo religioso era determinante em seu cotidiano, a vida para os Maias era a busca constante pelo sagrado, através da matemática, astronomia, filosofia e seus ritos, que iam ao encontro de sua cosmogonia.
            Outra questão a ser registrada é o fato de que o conceito de “mundo” para os Maias significava ciclo, portanto o final do “mundo” significava final de ciclo e dentro da perspectiva de circularidade do tempo todo ciclo ou mundo significava objetivamente final e início de um novo tempo, desta forma podemos afirmar que 2012 é o final de um ciclo e início de novo tempo.

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Palestra sobre Espiritualidade Maia

            Pensando desse modo podemos analisar algumas questões de suma importância no contexto de 2012. Sabemos que os Maias enquanto civilização colapsaram por volta do ano 900 de nossa era, sendo assim temos que avaliar alguns dos possíveis causadores desse fato, como por exemplo:

1 – Crises ambientais e climáticas;
2 – Superpopulação;
3 – Crise na agricultura;
4 – Guerras entre cidades-estado;
5 – Doenças e pestes;
6 – Crise e ruptura de fé nas instituições religiosas.

            Observem que os possíveis eventos causadores do colapso da civilização são extremamente contemporâneos, nos levando a uma profunda reflexão sobre o momento que a nossa humanidade esta vivendo, talvez um dos alertas que os Maias nos deixaram foi exatamente a necessidade de perceber para onde estamos caminhando com nossa civilização, e principalmente como estamos tratando o nosso planeta e os seres humanos.

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            Outra polêmica quanto às profecias entre os especialistas é o fato de que elas tenham uma referência direta aos eventos que desencadearam o colapso da civilização no final do período clássico, portanto, 900 de nossa era e não profecias que remetem ao nosso tempo ou especificamente a 2012, e todas as teorias que hoje são discutidas quanto à estrutura física e mecânica de nosso planeta e sistema solar ainda existem profundas divergências científicas quanto ao fato, não nos dando subsídios concretos e consistentes que determinem uma visão apocalíptica de nosso planeta.

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Calendário MAIA

            Hoje através de todos os documentos, pesquisas, monumentos e a fabulosa escrita Maia, não foi encontrada nenhuma citação clara quanto ao fato dos Maias terem afirmado que o mundo acabaria em 2012, muito menos os calendários cíclicos desse povo. Para uma compreensão melhor dessa contagem de tempo segue os principais ciclos que normatizavam toda sociedade:


CALENDÁRIOS CIRCULARES CICLOS

Haab (civil): 18 meses x 20 dias = 360 + 5 dias = 365 dias.
Tzolkin (sagrado): 13 meses x 20 dias = 260 dias.

CONVERGÊNCIA DOS DOIS CICLOS

52 anos x 365 dias = 18.980 dias – ciclo de 52 anos.
73 anos x 260 dias = 18.980 dias – ciclo de 52 anos.

           
Diante disso afirmo, que a maior parte dos pesquisadores aceita o fato de que o calendário de longa duração que iniciou seu último ciclo em agosto de 3113 a.C para terminar 5.125 anos 132 dias depois, no solstício de inverno de 21 de dezembro de 2012, compõe a data mais polêmica do tempo Maia, pois partindo dessa data teríamos o início de um novo ciclo, tendo como o último katum (unidade de tempo que compõem 7.200 dias), o período de maiores transformações para o Planeta. Essa data seria do ano de 1992 até dezembro de 2012.

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Claro que se observamos a nossa civilização de 1992 para o momento atual, vamos encontrar vários subsídios quanto às problemáticas sociais, ambientais, políticas e humanas, que estamos vivenciando e experimentando em nosso mundo globalizado, mas em hipótese alguma sob a luz da civilização Maia, muito menos sobre a perspectiva de seus calendários podemos efetivamente afirmar que o final dos tempos seria em 2012. Mesmo porque se observarmos a história da humanidade vamos encontrar constantes situações que parecem que o mundo esta a beira do caos e de seu fim. Pensem no que foi o século XX, definitivamente os 100 anos mais extremos que a humanidade passou, vivenciando guerras, revoluções, golpes, crises sociais, econômicas, políticas e ambientais, sem contar as grandes mudanças de paradigmas que estavam cristalizados há séculos.
Gostaria de compartilhar com todos uma experiência interessante que tive na minha penúltima expedição (EXPEDIÇÃO ODISSEIA NO MUNDO MAIA – 2010/2011 - www.marcelolambert.com), durante as pesquisas feitas pela rota Maia, fiz varias entrevista e conversei muito com pessoas de ascendência Maia, inclusive anciões de alguns povoados por onde fiquei trabalhando, aprendi profundamente com essas pessoas, e sempre perguntava quanto a questão de 2012, as respostas eram várias, mas quase todos respondiam que a maior preocupação que eles tinham para 2012, era se iria chover para um bom cultivo e colheita, se eles teriam melhores condições sociais, se teriam maior participação política na sociedade, e alguns até se teriam como viver com dignidade no próximo ano de 2012, fiz muitas reflexões sobre isso, e sem dúvida o mais importante para eles é a manutenção real de sua cultura, tradições e principalmente de buscar condições mínimas para suprir suas necessidades humanas.

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Entendo que estamos passando por grandes transformações em nosso planeta, também acredito que a mudança de ciclo sob a perspectiva do calendário Maia que passamos em 2012 trouxe profundas reflexões e mudanças para nossas vidas, mas como foi isso? Em minha opinião o maior legado deixado pela civilização Maia para nós é um grande SINAL, ou melhor, ALERTA, pois o mundo hoje “pensa” 2012, cada um da sua forma e maneira, mas essa reflexão está levando um grande numero de pessoas avaliarem os nossos problemas humanos e planetários, tenho certeza que as grandes transformações que a humanidade passou ao longo da história, foram pautadas por idéias que produziram uma energia tal, que movimentou e mudou o mundo.

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Livro sobre a civilização Maia de minha autoria


Outro aspecto importante é dizer que temos que viver em uma sociedade que haja a possibilidade do SONHO, pois é terrível viver em um mundo fadado a terminar, pensar que 2012 seria o fim, fez algumas pessoas deixar de viver o hoje e principalmente de lutar por um mundo melhor para todos. Tirar das pessoas a possibilidade do amanhã é matar o hoje. Definitivamente temos que entender e acreditar, que 2012 foi o advento de um novo tempo para todos nós, um tempo sem guerras, sem explorações e principalmente um tempo onde os verdadeiros valores sejam os humanos e não do capital. PELOS MENOS É O QUE EU DESEJO E SONHO.


MUITA LUZ
DO AMIGO
MARCELO LAMBERT

HISTÓRIADOR – ESCRITOR – PALESTRANTE

2 comentários:

  1. As grandes civilizações do mundo conhecido evoluíram de outra grande civilização desaparecida sob o oceano Atlântico, denominada Atlântida. Seu conhecimento e evolução deixou rastros pelo mundo todo, por isso as "coincidências" de monumentos pelo mundo. Antes de desaparecer por completo, os atlantes migraram para diversas partes do globo e nestes locais deram sequência ao legado que herdaram, mas como não conseguiam passar seu conhecimento aos povos nativos por sua completa ignorância dos conhecimentos básicos de matemática, química, física, biologia e astronomia, eles se fecharam em alguns lugares em escolas secretas e somente os iniciados podiam ter acesso ao conhecimento mais profundo. Em outros lugares os dominantes se tornarem "semideuses" e conduzirem os povos nativos até desaparecerem e nada ou quase nada ficou para dar continuidade aos conhecimentos antigos. Nem as pirâmides do Egito e nem o calendário Maia são obras de suas civilizações locais. Afora isto, entramos na era de Aquário e as grandes transformações apenas começaram. Estamos saindo gradativamente de planeta de espiação e faltas para uma planeta de regeneração. Agora a máxima do Cristo vai valer mais do que nunca: "MUITOS SERÃO CHAMADOS (bilhões de seres humanos), MAS POUCOS SERÃO OS ESCOLHIDOS". Quem viver verá.

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